Things I’ll never say.


Quero saber o porquê você não falou comigo.

Quero saber o porquê você me excluiu.

Quero saber o que você sentiu naquele dia.

Quero saber o que você sentiu depois.

Quero saber se você pensou em mim nesse tempo.

Quero dizer que me arrependo por ter ficado tão quieto.

Quero dizer que me arrependo por não ter pego seu telefone.

Quero dizer que eu chorei ao pensar em você.

Quero dizer o quanto eu gosto de você.

Quero dizer que eu me importo.

Quero saber o que se passa em sua mente.

Quero dizer o que se passa em minha mente.

"Acho que estou deixando minha vida passar… com essas coisas que jamais direi."

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Todos tem alguma inspiração. 
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Amar é viver.


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Ultimamente tenho refletido muito sobre o que eu acredito; tenho analisado o que vivi até então e aprendido com alguns erros, e mudado o que um dia acreditei ser imutável.

Dentre essas coisas, minha idealização generalizada tem sido questionada. Já escrevi sobre idealizar tudo a minha volta, e retorno a este assunto. Sempre idealizei relacionamentos, que em minha mente deveriam começar de uma certa forma, acontecer e findar também de uma determinada maneira. Mas será mesmo?

Nunca acreditei em diversos amores, mas apenas um para todo o sempre; hoje já não sei se penso assim. Também nunca acreditei possível um amor de verão, um amor de temporada… Na verdade, nunca achei ser válido investir num relacionamento de momento: “pra que me envolver se sei que em em algum tempo irá acabar?”.

Mas hoje vejo que muito pode se perder no evitar. Um amigo me disse que o importante é o momento, e hoje começo a pensar nisso. O quanto mais pode surgir de um momento que parecia findável,  o quão bom pode ser apenas o momento… Vale mais um pequeno momento vivido ou uma longa vida à espera? Eis a questão.

Dizem que amar é viver… E se assim for, um pequeno momento amado se torna mais vivido que uma longa vida assistida.

Só.


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Tic, toc, tic, toc… O som do tempo ecoa em minha mente. Tempo árduo… Ecoa em meu coração.

Passam os segundos, passam as horas… Passam os dias, semanas e meses, e eu continuo aqui… sozinho.

Continuo comigo a esperar, a sonhar, a amar… Continuo comigo a me perder em pensamentos irreais, expectativas desleais….

Continuo aqui querendo, sofrendo… Apenas fingindo. Continuo a sorrir enquanto choro, rindo enquanto internamente apenas grito.

Continuo a me arrepender por não ter arriscado, a me culpar por não ter tentado e a me odiar por não ter tido coragem.

Continuo aqui a ver a mesma cena se repetindo, repetindo, repetindo… O sonho indo e vindo… sem nunca chegar a ter acontecido.

Continuo aqui a invejar…

A esperar pela minha vez, a clamar por ela, a viver por ela…

Continuo aqui a escrever após mais uma vez acontecer… decepção. Continuo aqui a me enganar… “Tudo está bem.”

Continuo aqui a viver, a amar…

Continuo aqui… Sozinho.

E o amor…


Amor é para os fortes,

para os que sabem esperar;

para os que assistem ao tempo passar

sem reclamar.

-

Amor é para os que cuidam,

que lutam;

para os que as barreiras ultrapassam 

e não se desgastam.

-

Amor é para os que vivem o agora

sem hora;

para os que que não temem

se depois  irão embora.

-

Amor é para os que não desistem,

assistem e persistem, 

para aqueles que insistem

e vencem.

-

Ah, o amor…

-

Amor é para os fortes,

e eu sou fraco.

                                                                       Matt Cabot.

Destino.


Destino que me impressiona

quando tudo parecia estar errado

que faz, que move, que acontece

e por fim se mostra inabalado.

Me assusta, me encanta…

Quem governa, quem comanda?

A curiosidade é tanta…

E enquanto a vida acontece

posso sempre me ver perdido

sem lugar, sem chance, sem caminho

e então o destino se faz cumprido.

Me agrada, me apavora…

Como pode ele saber a hora?

Mistérios de outrora…

O destino se faz.

                                                     Matt Cabot.

Java de Rivera


Ela nasceu no final da década de 30, no interior de São Paulo, mas de menina interiorana não tinha nada. Sempre à frente do seu tempo, nunca ligou para as regras impostas pela sociedade daquela época, pois queria mesmo apenas viver intensamente.

Quando jovem, disputava corrida com os meninos da rua, e sempre ganhava de todos; havia também os casos de quanto batia em todos, e o resultado era o mesmo. Mais velha, no final de sua adolescência, venceu um concurso de beleza local, e isso abriu as portas para seu futuro.

Por volta de 18 anos, bem no meio da década de 50, saiu de casa com apenas uma coisa em mente: sucesso. Em São Paulo fez de tudo até encontrar a oportunidade ideal, quando começou a trabalhar como modelo; a partir daí, tudo começou a dar certo.

Partiu para o Rio de Janeiro e lá começou seu trabalho nos teatros da cidade, sucesso. Conheceu o Brasil inteiro, ficando por tempos em temporada do Sul ao Nordeste.  Aproveitou uma juventude dos sonhos: fama, dinheiro, e independência. Morou com amigas, namorados ricos, mas sempre com muita personalidade.

Uma mulher forte. Até luta livre fez, e também deu certo; o circo também foi outra coisa que passou por seu caminho. Uma mulher intensa, e cheia de amores.  Amor pela vida, pela arte e também por seus namorados; teve alguns. Amor esse que a fez negar carreira no cinema.

Viveu a vida como pode, e da melhor forma possível. Nunca se viu presa, nunca se equadrou; ela fez suas próprias regras. Foi atriz, modelo, vedete e até lutadora. Nasceu no interior, mas passou a vida viajando; nasceu sem dinheiro, mas fez toda sua fortuna. Fez de sua vida um legado, uma história de inspiração, história de lição.

Essa é Java de Rivera, minha tia.

"Há uma incógnita neste flagrante: artista ou maruja? Temos por bem desejar que fôsse maruja, pois a indumentária assenta-lhe muito bem. Um pouco afastada dos palcos e deixando muito de saudades. Vocês não acham?"

(Java de Rivera na edição número 1 da Revista Album Club dos Artistas.)

(Java de Rivera em Copacabana, nos anos 60, onde morou com amigas.)

(Acompanhada de seu empresário, foi flagrada por um paparazzo ao chegar em Maringá para um evento de luta.)

                                                               por Matt Cabot.